saude // 22 Jun 2026
A cultura GLP-1: como um hormônio sintético está reorganizando categorias inteiras de consumo
Ozempic, Wegovy e Mounjaro deixaram a bula e entraram na planilha de risco setorial. GLP-1 virou variável de comida, bebida, moda e estética.
Uma casa de análise financeira rebaixou a recomendação de uma das maiores cervejarias do Brasil e citou, no título do relatório, a ausência de happy hour, encontro social depois do expediente. A explicação estava em um hormônio peptídico de 31 aminoácidos. GLP-1 saiu da bula e virou variável de comida, bebida, moda, estética e saúde mental.
“Quando uma casa de research reprecifica uma cervejaria inteira citando um hormônio sintético, alguma coisa saiu da prateleira de bem-estar.”
a mudança em curso
GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon) é uma classe de medicamentos - semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus), tirzepatida (Mounjaro, Zepbound) e liraglutida (Saxenda, Victoza) - originalmente aprovada para diabetes tipo 2 e hoje amplamente usada, inclusive fora de bula em diversos países, para perda de peso. A escala de adoção deixou de ser nicho: nos Estados Unidos, cerca de 20% dos domicílios já têm pelo menos um usuário de GLP-1, contra 9% no ano anterior, segundo análise da PwC sobre dados da Numerator2; uma pesquisa Gallup estima 15,5 milhões de americanos já usuários, número que pode dobrar até 20303; e o JPMorgan projeta algo entre 25 e 30 milhões de pacientes nos EUA até o fim da década4. O próprio CEO da Eli Lilly afirmou, em entrevista à CNBC em fevereiro de 2026, que de 20 a 25 milhões de pessoas já tomam medicamentos de uma das duas grandes fabricantes - e descreveu o mercado endereçável total na obesidade como “gigantesco”5.
O peso financeiro acompanha a escala. No primeiro trimestre de 2026, a Eli Lilly registrou receita total de US$ 19,8 bilhões, alta de 56% ano a ano, elevando a projeção para o ano todo para US$ 82-85 bilhões; somente Mounjaro e Zepbound somaram US$ 12,8 bilhões no trimestre6. A Novo Nordisk, por outro lado, reportou receita trimestral de US$ 10,8 bilhões e revisou sua projeção anual para uma queda de 4% a 12% nas vendas ajustadas - sinal de que a empresa que criou a categoria está perdendo terreno para a concorrente americana6. Em abril de 2026, a Lilly lançou Foundayo (orforglipron), o primeiro GLP-1 oral de molécula pequena aprovado nos Estados Unidos; nas primeiras semanas, mais de 20 mil pacientes iniciaram o tratamento, 80% deles completamente novos na classe de medicamentos - ou seja, o comprimido não está apenas substituindo a injeção, está expandindo o mercado para gente que nunca toparia uma agulha semanal6. O Goldman Sachs projeta que os GLP-1 orais, somados, capturem cerca de US$ 22 bilhões - 24% de um mercado global de medicamentos para obesidade estimado em US$ 95 bilhões - até 20307.
como a mediação mudou
Até 2023, GLP-1 era, na prática, produto de classe média alta global: caro, de acesso limitado, frequentemente fora da cobertura de planos de saúde para fins de obesidade (nos EUA, a cobertura por Medicare e Medicaid para obesidade continua mais restrita do que para diabetes, embora o governo americano tenha anunciado, no fim de 2025, esforço para ampliar acesso e reduzir custo para beneficiários desses programas)4. Em 2026, essa equação muda em pelo menos três frentes simultâneas: queda de preço por guerra comercial entre fabricantes, chegada de pílulas orais mais convenientes e, no Brasil especificamente, quebra de patente.
Em março de 2026, a patente da semaglutida caiu no Brasil. Como resume análise do setor de marcas, o usuário de Ozempic no país deixa de ser só o executivo paulistano e passa a incluir a consumidora de classe C em Fortaleza ou o trabalhador em Manaus com acesso a um genérico de farmácia de bairro - uma democratização que reorganiza hábito de compra, guarda-roupa e relação com comida em escala muito mais ampla do que a adoção inicial sugeria1. Em maio de 2026, a Anvisa aprovou o Ozivy, da farmacêutica EMS, primeira “caneta” nacional à base de semaglutida equivalente ao Ozempic, e outros laboratórios brasileiros - Cimed, Biomm, Hypera - já se preparam para lançar versões próprias8. As importações de canetas emagrecedoras para o Brasil já haviam crescido cerca de 82% em 2025, antes mesmo da chegada dos genéricos nacionais9.
os dados centrais, setor por setor
Alimentação e bebidas. Dados da NIQ mostram que usuários de GLP-1 fazem 6,4% menos viagens ao supermercado, mas gastam 15,1% mais por visita do que não usuários. A demanda muda de lugar em vez de simplesmente encolher10. Vendas de alimentos ricos em proteína, fibra e gordura insaturada cresceram 3,8% em 2023, 4% em 2024 e 5,1% em 202510. Um relatório da Numerator com a Universidade Cornell aponta queda de 6,7% a 11% nas compras de batata chips, bolos industrializados e biscoitos por consumidor nos primeiros seis meses de tratamento11. No álcool, o efeito pode ser neurológico e comportamental: circuitos ligados ao desejo por comida também parecem afetar o consumo de álcool, nicotina e açúcar1. Usuários gastam 14,5% menos com bebidas alcoólicas, enquanto a compra de cerveja e vinho sem álcool sobe 935% e 1.158%, respectivamente, a partir de uma base pequena11. A Circana identifica ainda uma curva temporal: após o primeiro ano, o gasto com alimentação se aproxima do patamar anterior, redistribuído para vegetais, ovos e castanhas, com menos frituras, proteínas gordurosas e bebidas açucaradas12.
Moda e vestuário. O gasto com roupas cresce entre 4% e 5% nos primeiros seis meses de tratamento. O setor interpreta parte dessa compra como emocional: a peça que nunca coube ou a mudança na imagem vista no espelho1. Na oferta, o sinal preocupa. Entre 8.703 produções apresentadas em 198 desfiles de 2025, apenas 2% usaram modelos de tamanho médio. Profissionais associam o recuo à popularização do GLP-1 e a uma reação política mais ampla contra agendas de diversidade13. Old Navy e Ann Taylor Loft reduziram linhas plus size, de tamanhos grandes, e a Vogue não estampa um corpo gordo em capa há três anos, segundo a Fast Company14. Uma especialista do Fashion Institute of Technology lembra que o problema é anterior: de 68% a 72% dos consumidores americanos vestem tamanhos grandes, mas o segmento responde por apenas 12% a 18% da receita. No Brasil, a Kauê Plus Size encerrou uma operação de 40 anos em meio à concorrência de plataformas globais e à mudança trazida pelas canetas emagrecedoras9. Na revenda, a Poshmark registrou alta de 103% nos anúncios de roupas femininas 3XL, 80% em 4XL e 73% em 5XL15.
Estética e procedimentos. Termos de busca associados a “Ozempic face” - afundamento de bochecha, perda de volume facial, flacidez por perda rápida de peso - cresceram de forma sustentada entre junho de 2022 e junho de 2025, com correlação estatisticamente significativa com buscas por preenchimento facial, mas sem correlação significativa com termos de procedimento cirúrgico, segundo estudo publicado na PMC baseado em Google Trends16. Uma pesquisa da McKinsey com 174 clínicas de estética em 2025 encontrou que 63% dos pacientes de GLP-1 que buscam tratamento facial nunca tinham sido consumidores ativos de medicina estética antes, e quase metade nunca tinha considerado qualquer procedimento até a perda de peso mudar o rosto que viam no espelho17. Esse dado é relevante porque desfaz uma leitura simplista: o GLP-1 não está criando um público inteiramente novo para a estética, está convertendo uma base já existente - majoritariamente mulheres de 40 a 64 anos, que já formavam a maioria das pacientes de preenchimento - em consumidoras de primeira vez17. O mercado global de injetáveis faciais, hoje avaliado em US$ 13,14 bilhões, é projetado para alcançar US$ 27,64 bilhões até 2032, com o “efeito GLP-1” citado como um entre vários fatores de crescimento, ao lado do envelhecimento populacional e da ampliação de acesso a procedimentos minimamente invasivos18.
Saúde mental e comportamento alimentar. A literatura científica recente é, de forma deliberada, mais cautelosa do que o entusiasmo de mercado. Revisão narrativa publicada em novembro de 2025 no periódico Nutrients, conduzida por pesquisadores da Universidade de Melbourne, identifica que agonistas de GLP-1 reduzem fome e frequência de compulsão alimentar - o que sugere benefício potencial para quadros de transtorno alimentar do tipo compulsivo - mas também levanta novos desafios psicológicos, comportamentais e de equidade que a pesquisa clínica tradicional não estava desenhada para captar19. A Associação Americana de Psicologia, em reportagem de capa de julho de 2025, resume a tensão: os medicamentos podem silenciar o que pacientes descrevem como “ruído alimentar” constante, mas especialistas temem que o uso disseminado também alimente estigma de peso e novos casos de transtorno alimentar, com pesquisa ainda mista sobre o efeito psicológico líquido20. Um estudo de 2025 publicado no periódico Body Image encontrou que pessoas mais interessadas em experimentar GLP-1 já relatavam, antes de iniciar o tratamento, níveis mais altos de vergonha corporal, monitoramento corporal mais frequente e maior preocupação com peso - sugerindo que parte da demanda pelo medicamento é, ela própria, sintoma de insatisfação corporal preexistente, e que perder peso não resolve automaticamente essa insatisfação21. Outra cobertura da mesma safra de pesquisa reforça que, em pessoas já em risco de transtorno alimentar, o uso de GLP-1 pode agravar quadros de alimentação desordenada ou sofrimento psicológico em vez de resolvê-los22.
onde está a disputa
A narrativa comercial dominante trata GLP-1 como ferramenta neutra de saúde individual: você toma, perde peso, ganha autoestima, atualiza o guarda-roupa, sai mais, gasta mais com experiência e bem-estar. Essa leitura tem evidência real por trás - o crescimento de gasto com vestuário, beleza e saídas sociais é dado documentado, não suposição1,11. Mas ela tende a ocultar uma camada estrutural que a teoria da medicalização, desenvolvida por Michel Foucault a partir da década de 1970, ajuda a expor: medicalizar é converter em objeto da medicina não só o corpo, mas a conduta, a forma de vestir, o que se come e como se come - um mecanismo que normatiza modos de vida em nome da expansão da saúde como valor supremo, individual e coletivo23. Estudos posteriores, lendo essa tradição no campo da saúde atual, descrevem o fenômeno do “healthism” - a ideologia do corpo perfeito como medida quase moral de excelência pessoal, em que desempenho aeróbico, taxa de colesterol e tônus muscular substituem desempenho profissional ou social como critério de valor do indivíduo24. A cultura GLP-1 não inventa essa lógica - ela a acelera, ao oferecer um atalho farmacológico para um ideal de autocontrole corporal que, até pouco tempo, dependia inteiramente de dieta e exercício como prova de mérito moral.
É exatamente aqui que a disputa se torna concreta, não apenas filosófica: o acesso ao atalho é profundamente desigual. Nos Estados Unidos, 55% dos usuários de GLP-1 vivem em domicílios com renda acima de US$ 100 mil por ano, contra apenas 16% em domicílios com renda abaixo de US$ 40 mil - e 54% dos consumidores, globalmente, ainda citam custo como barreira para escolhas mais saudáveis, segundo a própria NIQ, que cita especificamente Brasil, China e Índia como países onde lacunas de acesso rural atrasam ainda mais esse cuidado10. Em outras palavras: o “atalho farmacológico” para o ideal de autocontrole corporal está disponível, por ora, principalmente para quem já tinha mais recursos para perseguir esse ideal por outros meios. Quem ganha narrativamente com a ambiguidade entre “saúde individual” e “reorganização estrutural de mercado” são as fabricantes (cuja receita combinada já supera US$ 90 bilhões ao ano) e os setores que conseguem se reposicionar rápido - proteína, bebida sem álcool premium, estética não cirúrgica, revenda de moda. Quem perde são as categorias que não se adaptam a tempo (parte do varejo plus size, snacks ultraprocessados, bebida alcoólica tradicional) e, de forma mais grave, consumidores que carregam tanto o estigma histórico do peso quanto, agora, um novo estigma - o de não ter acesso ao “atalho” que se tornou, para uma fração crescente da população, sinônimo de força de vontade bem-sucedida.
o que muda para marcas e instituições
A primeira implicação prática é setorial: qualquer empresa de alimentos, bebida, moda, varejo ou beleza precisa, hoje, tratar exposição a GLP-1 como linha de risco e oportunidade no planejamento estratégico, da mesma forma que uma casa de research já trata isso como variável de avaliação de ação - o caso da cervejaria brasileira rebaixada pela XP é, nesse sentido, um precedente replicável para qualquer categoria de consumo recorrente1. A segunda implicação é de linguagem: comunicação sobre corpo, peso e medicamento precisa diferenciar, de forma explícita, evidência clínica de promessa estética, e evitar both-sides simplificado entre “GLP-1 é solução” e “GLP-1 é vaidade” - a pesquisa mostra efeitos reais e mistos, não um veredito único19,20,21. A terceira é regulatória: no Brasil, qualquer comunicação que minimize a diferença entre medicamento registrado e versão manipulada ilegal opera em terreno que a Anvisa já trata como prioridade de fiscalização ativa, com ação concreta e recorrente desde agosto de 2025.
os riscos que a tendência carrega
O primeiro risco é regulatório e sanitário, e está documentado em escala: em agosto de 2025, a Anvisa proibiu a manipulação de semaglutida biotecnológica e sintética em farmácias de manipulação brasileiras, classificando qualquer versão manipulada como insegura por falta de garantia de pureza, dosagem e esterilidade25. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia chamou a decisão de passo fundamental para proteger a população contra práticas que minam a confiança na medicina baseada em evidências26. Ainda assim, somente no segundo semestre de 2025 foram importados ao Brasil 130 quilos de insumo farmacêutico ativo suficientes para 25 milhões de doses - volume que a própria Anvisa descreve como incompatível com a demanda do mercado regular -, e, só em 2026, a agência já realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, resultando em 8 interdições por problemas técnicos e falta de controle de qualidade27. O mercado informal e ilegal de canetas emagrecedoras, portanto, segue ativo mesmo depois da proibição - e qualquer marca, influenciador ou veículo que amplifique fornecedores não regulamentados assume risco sanitário e reputacional direto.
O segundo risco é de equidade: a concentração de uso entre domicílios de renda mais alta, documentada pela própria indústria de pesquisa de mercado, significa que comunicação que trata GLP-1 como solução universal e democrática para o corpo ideal descreve uma realidade de acesso ainda muito distante disso10.
O terceiro risco é psicológico, com evidência acadêmica direta: o automonitoramento de peso, a vergonha corporal preexistente como motor de busca pelo medicamento e o risco de agravamento de quadros de transtorno alimentar em populações vulneráveis são achados de pesquisa publicada, não especulação alarmista19,20,21,22.
O quarto risco é de generalização setorial precipitada: o mesmo especialista do Fashion Institute of Technology que alerta contra redução de oferta plus size também nota que o segmento plus size já era estruturalmente mal atendido antes do GLP-1 - ou seja, atribuir todo recuo de inclusão de tamanho exclusivamente ao medicamento ignora uma tendência de mercado e um contexto político mais amplo que já estava em curso14.
O quinto risco é de instabilidade financeira do próprio setor que sustenta a narrativa: a guinada na projeção da Novo Nordisk, de líder histórico da categoria para uma queda de até 12% nas vendas ajustadas em 2026, mostra que mesmo o mercado de GLP-1 está em disputa competitiva aberta, não é uma curva de crescimento garantido e linear6.
o que ainda falta comprovar
Para que qualquer estratégia de marca, comunicação ou política pública sobre GLP-1 seja construída sobre evidência, e não sobre tendência, alguns pontos seguem abertos:
- Dados de segurança e eficácia de longo prazo (mais de cinco anos) de uso contínuo, já que a maior parte da literatura disponível cobre janelas de até dois ou três anos.
- Estudos representativos sobre efeito psicológico líquido do uso de GLP-1 em populações com e sem histórico de transtorno alimentar, e não apenas amostras clínicas pequenas como as hoje disponíveis.
- Transparência de cadeia de suprimento: origem, registro sanitário e rastreabilidade de qualquer produto comercializado como GLP-1, dado o volume documentado de importação irregular de insumo no Brasil.
- Acompanhamento de equidade de acesso ao longo do tempo, para verificar se a chegada de genéricos e pílulas orais reduz, de fato, a concentração de uso em domicílios de renda mais alta ou apenas desloca o problema.
- Métricas setoriais de exposição (como a que a XP já aplica ao setor de bebida alcoólica) replicadas de forma sistemática para outras categorias de consumo recorrente, em vez de análises pontuais e reativas.
a tensão que permanece
Um mecanismo farmacológico já reorganiza o que se compra no supermercado, o que se veste, os procedimentos procurados em clínicas e a linguagem usada para falar do corpo. Fabricantes faturam dezenas de bilhões de dólares, analistas reprecificam setores inteiros e cientistas ainda investigam o efeito psicológico do uso em larga escala. A tensão está na velocidade: a popularização cultural avançou mais rápido do que a maturidade regulatória, científica e ética. Reduzir o GLP-1 a meme de emagrecimento impede enxergar a mudança econômica e social que acontece em volta do medicamento.
referências
- Promoview - O Ozempic e o que ele revela - e exige - de quem pensa marca no Brasil, com análise de Duda Schwantz e citação ao relatório “Sem Happy Hour” da XP Investimentos, maio de 2026. https://www.promoview.com.br/ozempic-marcas-brasil-duda-schwantz
- News8000 / dados PwC sobre Numerator - GLP-1 weight loss drugs are changing how people shop, com declarações de Sherry Frey (NIQ), 2026. https://www.news8000.com/lifestyle/money/glp-1-weight-loss-drugs-are-changing-how-people-shop/article_a8130199-0075-5f8e-bf75-812b12a21587.html
- Fred Alecrim - Como o Ozempic Está Revolucionando a Revenda de Moda, citando pesquisa Gallup sobre usuários de GLP-1 nos EUA. https://uaugomais.com.br/2025/08/27/como-o-ozempic-esta-revolucionando-a-revenda-de-moda-e-redefinindo-varios-setores/
- J.P. Morgan - How Supply and Demand for Weight Loss Drugs is Playing Out in 2026. https://www.jpmorgan.com/insights/global-research/current-events/obesity-drugs
- CNBC - Eli Lilly’s GLP-1 growth is only getting started as Novo Nordisk braces for a decline in 2026, com declarações do CEO David Ricks, fevereiro de 2026. https://www.cnbc.com/2026/02/04/eli-lilly-novo-nordisk-earnings-glp1-market.html
- Beta Finch - The GLP-1 Race in 2026: Lilly vs. Novo Nordisk and the Next Wave of Weight Loss Drugs, com dados financeiros do primeiro trimestre de 2026, maio de 2026. https://betafinch.com/blog/glp1-race-lilly-novo-nordisk-2026
- Drug Discovery Trends - Novo Nordisk launches first GLP-1 pill for obesity, but Lilly may dominate the oral market eventually, com projeções do Goldman Sachs, janeiro de 2026. https://www.drugdiscoverytrends.com/novo-nordisk-launches-first-glp-1-pill-for-obesity-but-lilly-may-dominate-the-oral-market-eventually/
- FFW / Substack - Qual será o impacto da versão nacional (e mais barata) do Ozempic?, sobre a aprovação do Ozivy pela Anvisa, maio de 2026. https://ffwofficial.substack.com/p/qual-sera-o-impacto-da-versao-nacional
- Exame - Efeito Ozempic? Rede plus-size vai fechar a operação após 40 anos, janeiro de 2026. https://exame.com/negocios/kaue-plus-size-fechamento-fim-operacao-rede-marca-roupas/
- NielsenIQ - Health and Wellness Consumer Trends 2026: The Rise of the Self-Directed Health Consumer. https://nielseniq.com/global/en/insights/analysis/2026/health-and-wellness-consumer-trends-the-rise-of-the-self-directed-health-consumer/
- The Washington Post - Ozempic is changing the consumer economy. See how and what’s to come, dezembro de 2025, com dados da Numerator/Cornell University e NIQ. https://www.washingtonpost.com/business/interactive/2025/ozempic-glp1-consumer-spending/
- Circana - The Ripple Effect of GLP-1s, Today and In the Future, com declarações de Sally Lyons Wyatt, janeiro de 2025. https://markets.financialcontent.com/thepilotnews/article/gnwcq-2025-1-6-circana-report-highlights-the-role-of-personalization-in-supporting-glp-1-weight-loss-users
- Folha PE - Efeito Ozempic? A moda da magreza extrema está de volta às passarelas, sobre o relatório de inclusão de tamanhos 2025. https://www.folhape.com.br/noticias/efeito-ozempic-a-moda-da-magreza-extrema-esta-de-volta-as-passarelas/401321/
- Central do Varejo / Fast Company Brasil - Efeito Ozempic muda consumo de roupas nos EUA e Como o Ozempic está ajudando a acabar com o movimento da moda inclusiva, com declarações de Mallorie Dunn (Fashion Institute of Technology). https://centraldovarejo.com.br/efeito-ozempic-muda-consumo-de-roupas-nos-eua/
- Fred Alecrim - mesma fonte do item 3, com dados da Poshmark sobre crescimento de anúncios de roupas plus size na revenda.
- PMC - Interest in Facial Volume Restorative Procedures With the Rise in “Ozempic Face”: A Google Trends Analysis. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12622603/
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- EIN Presswire / DataM Intelligence - Facial Injectables Market Set to Surge, agosto de 2025. https://www.einpresswire.com/article/841401862/facial-injectables-market-set-to-surge-revolutionary-treatments-and-rising-consumer-demand-drive-growth-in-2025
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- Sabedoria Política - Foucault e a medicina social como estratégia biopolítica, com referência a Michel Foucault (1977). https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/foucault-e-a-medicina-social-como-estrategia-biopolitica/
- SciELO Brasil - Biopolíticas da saúde: reflexões a partir de Michel Foucault, Agnes Heller e Hannah Arendt, sobre o conceito de “healthism”/”bodyism”. https://www.scielo.br/j/icse/a/KRqrqqJGqK6vshf4KKrkCbw/
- Novo Nordisk Brasil - comunicado sobre a proibição da manipulação de Wegovy, Ozempic e Rybelsus pela Anvisa (Despacho nº 97/2025), agosto de 2025. https://www.novonordisk.com.br/noticias-e-imprensa/busca-noticias/anvisa-proibe-versao-manipulada-de-wegovy-em-farmacias-de-todo-brasil.html
- Agência Brasil - Anvisa proíbe versões manipuladas da semaglutida, usada no Ozempic, com posicionamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), agosto de 2025. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/anvisa-proibe-versoes-manipuladas-da-semaglutida-usada-no-ozempic
- Gov.br/Anvisa - Anvisa anuncia novas medidas de combate a irregularidades na importação e manipulação de canetas emagrecedoras, abril de 2026. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-anuncia-novas-medidas-de-combate-a-irregularidades-na-importacao-e-manipulacao-de-canetas-emagrecedoras